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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Usuários de crack voltam às linhas de trem do Jacarezinho


Os usuários de crack que a Prefeitura Municipal recolheu das linhas de trem nas proximidades de Jacarezinho no início da pacificação daquela comunidade, já estão de volta ao seu antigo habitat. Nesta quarta-feira(17), tres dias após a polícia ocupar a comunidade, o Jornal do Brasil flagrou os usuários no antigo local em que ficavam, sem serem incomodados até as 13h.
 A volta dos usuários à área de origem causa questionamentos sobre o trabalho desenvolvido pelos servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social e do poder público no acolhimento e recuperação dos dependentes em crack. 
Na segunda-feira (15), um grande número de usuários foi visto nas imediações da Avenida Brigadeiro Trompowski, um dos acessos à Ilha do Governador. Era o chamado fenômeno de "migração do crack", no qual eles circulam por áreas onde o tráfico ainda é forte na cidade do Rio de Janeiro e, consequentemente, fica mais fácil conseguir a droga.  
 Entre os principais destinos escolhidos pelos usuários estão a favela do Parque União, no Complexo da Maré, e o Morro do Cajueiro, em Madureira. Na primeira, só nesta quarta-feira (17) foram recolhidos 67 dependentes da droga."Taxa de sucesso ainda é muito baixa"
 A Diretora de Abordagem Social da Secretaria Municipal de Assistência Social, Daphne Braga, já declarou que a Secretaria irá instalar um posto itinerante para atender os dependentes de crack em uma clínica da família, localizada na avenida Dom Hélder Câmara. A iniciativa contará com uma equipe multidisciplinar:
"Chamamos isso de Centro de Referência Especializada de Assistência Social Itinerante. Um ônibus será instalado ali, e teremos a presença de assistente social, psicólogos e técnicos de enfermagem", explicou Daphne, que adiantou que o horário de atendimento será de 9 às 17h, de segunda a sexta-feira.
Segundo a especialista, o fenômeno da migração do usuário de crack também envolve uma identificação com o local, e ressaltou que o adulto tem o direito de ir e vir, dificultando ainda mais o tratamento e acolhimento. E fez ainda um alerta:
"Cada usuário tem de ter um tratamento individualizado, e não podemos esquecer também da educação. É um elemento importantíssimo na recuperação de um usuário dessa droga. A taxa de sucesso, infelizmente, ainda é muito baixa", finalizou.


'1º projeto é de combate às drogas', diz ambulante eleito em Itapira, SP


Vendedor ambulante e candidato mais votado para a Câmara de Itapira (SP), Juliano Feliciano, conhecido pelo apelido de "Água e Suco", tem na ponta da língua seu primeiro projeto como parlamentar e diz que chegará no Legislativo para "combater as drogas". Ele vai presidir a primeira sessão de 2013.
O vendedor obteve 2.495 votos, 6,41% do total na cidade. Ele é famoso na cidade pela forma na qual vende seus produtos, ao repetir "água e suco" por onde passa. Após vitória nas urnas, Feliciano é parado nas ruas para ouvir um "parabéns" dos moradores.
Conselhos nas ruas
"A prefeitura vai cortar o cafezinho e colocar água e suco", brincou o aposentado José Leme. O novo vereador também passou a ouvir conselhos dos moradores. "É pra você prestar atenção porque vai sofrer ataques, vai ter gente que vai querer denegrir sua imagem", alertou a aposentada Vicentina de Souza em conversa com o vendedor.
Feliciano estudou até a sétima séria e abandou a escola para trabalhar. Decidiu concorrer a uma vaga no Legislativo por conta da popularidade que conquistou nas ruas da cidade. "O povo quer mudança, mas estou com o pé bem firme no chão", disse. Apesar do novo cargo que exercerá, “Água e Suco” disse que não pretende parar de vender seus produtos.

Usuários de crack são recolhidos em linha de trem no subúrbio do Rio



Dezoito agentes da Secretaria municipal de Assistência Social (SMAS), entre eles, psicólogos, assistentes social e pedagogos, realizaram mais uma operação para recolher usuários de crack, em uma linha de trem localizada próximo Comunidade São José das Pedras, em Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (18).

De acordo com a secretaria, a ação de recolhimento de usuários em cracolândias acontece desde março de 2011. No entanto, após a ocupação das comunidades de Manguinhos e Jacarezinho, também no subúrbio, a operação foi intesificada. 

"Devido a ocupação, houve uma migração destes usuários que antes ficavam nessas favelas e agora vieram para locais como Parque União, Morro do Cajueiro e também da Patolinha. Então, estamos intensificando essas ações para que possamos resgatar tanto os adolescentes quanto os adultos desta vida", explicou a assistente social Claudia Castro.
Durante a ação, que começou por volta das 8h30, cinco vans saíram cheias para os abrigos. Desde de idosos, crianças e até mulheres grávidas. Segundo Claudia, atualmente, a área de Madureira é uma das que mais concentra usuários.
"Sempre fazemos trabalho aqui, mas é notório que hoje a Avenida Edgar Romero e todo o entorno desta região há um número bem grande de adultos, principalmente, que são dependentes de crack", disse.
Mulher é levada para abrigo (Foto: Renata Soares/G1)Mulher é levada para abrigo no Rio
(Foto: Renata Soares/G1)






Reunião com a SuperVia
Claudia disse ainda que há quinze dias agentes da Secretaria municipal de Assistência Social realizaram uma reunião com a SuperVia, concessionária que administra os trens no Rio, para tentar uma parceria durante as operações de recolhimento.
"Gostaríamos que a SuperVia se responsabilizasse por essa ação junto com a gente. Porque quanto mais pessoas envolvidas neste trabalho, mais retorno nós vamos ter. Eles já foram avisados e, agora esperamos com esta colaboração", concluiu a assistente social.
Usuários são levados para abrigos na Zona Oeste da cidade (Foto: Renata Soares/G1)






















Fonte: 
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/10/usuarios-de-crack-sao-recolhidos-em-linha-de-trem-no-suburbio-do-rio.html 

sábado, 29 de setembro de 2012

O que é a heroína?

A heroína é uma droga derivada da papoula, sintetizada a partir da morfina: substância bastante utilizada no século XIX pelas suas propriedades analgésicas e antidiarreicas. Como outras drogas originárias desta planta, a heroína atua sobre receptores cerebrais específicos, provocando um funcionamento mais brando do sistema nervoso e respiratório.Descoberta sua potencialidade em causar dependência química e psíquica de forma bastante rápida, sua comercialização foi proibida na década de vinte. Entretanto, principalmente no sudeste asiático e Europa, essa substância é produzida e distribuída para todo o mundo clandestinamente. 

Apresentando-se em sua forma pura como um pó branco de coloração esbranquiçada, é utilizada mais frequentemente de forma injetável, após aquecimento. Além disso, alguns usuários a inalam ou aspiram. 

Seus efeitos duram aproximadamente cinco horas, proporcionando sensações de bem-estar, euforia e prazer; elevação da autoestima e diminuição do desânimo, dor e ansiedade. 

Como esta droga desenvolve dependência e tolerância de forma bastante rápida, o usuário passa a consumi-la com mais frequência com o intuito de buscar o mesmo bem-estar provocado anteriormente, e também de fugir das sensações provocadas pela abstinência. Essa, que surge aproximadamente vinte e quatro horas após seu uso, pode provocar diarreia, náuseas, vômitos, dores musculares, pânico, insônia, inquietação e taquicardia. 

Assim, formas de obtê-la passam a ser o foco de suas vidas, gerando consequências sérias. Constantes vômitos, diarreias e fortes dores abdominais, perda de peso, depressão, abortos espontâneos, surdez, delírio, descompassos cardíacos, incapacidade de concentração, depressão do ciclo respiratório, colapso dos vasos sanguíneos; além de problemas relacionados às interações sociais e familiares são algumas consequências que o usuário está sujeito, em médio prazo. Além disso, no caso de pessoas que a utilizam na forma injetável, há chances de ocorrer necrose de tecidos e de se adquirir diversas doenças, como AIDS, hepatites e pneumonias, em decorrência da utilização de seringas compartilhadas. 

A maioria dos casos de morte por overdose é consequência de paradas respiratórias decorrentes de seu uso prolongado, ou de uso concomitante com outras drogas. 

O que leva uma pessoa a usar drogas?



Pesquisas recentes apontam que os principais motivos que levam um indivíduo a utilizar drogas são: curiosidade, influência de amigos (mais comum), vontade, desejo de fuga (principalmente de problemas familiares), coragem (para tomar uma atitude que sem o uso de tais substâncias não tomaria), dificuldade em enfrentar e/ou aguentar situações difíceis, hábito, dependência (comum), rituais, busca por sensações de prazer, tornar (-se) calmo, servir de estimulantes, facilidades de acesso e obtenção e etc 


Relatos Reais.


"Eu era uma garota. Uma garota que, aos 15 anos de existência, deixou de viver, mas que agradece a Deus a felicidade que um dia possuiu.
Eu era como você, autêntica, amiga, feliz e o mais importante era que eu vivia.
Nessa etapa, nessa época, eu saía da escola abraçada com os meus amigos, trocávamos mensagens de fé, carinho e amor. Saíamos todos juntos sem distinção de cor, raça, sexo ou religião. Nós nos divertíamos ao máximo.
Quando íamos à igreja, rezávamos todos juntos com uma chama de esperança nos olhos, de um mundo melhor.
Naquela época eu tinha amigos. Sempre que precisavam de mim, eu estava disposta a ajudar, fazia o que podia para tirar você da angústia. Um dia fiquei angustiada e fui falar com você. Pedi uma palavra de fé, esperança, conforto, e você mostrou-me algo que chamou minha atenção, um algo que parecia com um cigarro comum.
Você ofereceu-me e disse que aquilo ia me fazer bem, iria me ajudar. Fumei aquele cigarro sem medir as consequências, pois acreditava em você.
Enquanto estava sob efeito do tóxico tudo estava bem. Passando o efeito, procurei-o novamente, e novamente você me ofereceu a famosa ´maconha´.
Passou muito tempo e minha vida foi se resumindo em procurá-lo, ou melhor, procurar a maconha que você me oferecia. Na realidade eu já era uma morta-viva, porque a única coisa que me mantinha viva era o meu coração, que não havia parado de bater.
Resolvi então procurar alguém que pudesse me ajudar a deixar a maldita droga. Fui ao médico.
No dia seguinte, fui buscar um dos vários resultados dos exames que o médico havia pedido, justo no dia do meu aniversário, no dia em que completaria 15 anos. No resultado, constava uma doença grave em alto adiantamento, pouco tempo de vida. Morri antecipadamente, morri porque você foi um dos culpados, também responsável pela minha morte. Na realidade você foi um dos principais, pois quando lhe pedi vida você me ofereceu a morte."

Drogadição - Drogas e Consequências - Menyr. Antônio B. Zaetter - Editora Lovise - 3ª edição

Obs. Relato aparece com data de 2011 devido a cadastro do mesmo em sistema banco de dados
Garota de 15 anos 

Drogas - Uma Viagem Sem Volta